Domingo, 6 de setembro de 2026
A cidade em foco
São Paulo reúne diversidade gastronômica e atrai milhões de turistas
Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Viagem

São Paulo reúne diversidade gastronômica e atrai milhões de turistas

Com mais de 50 tipos de culinária, a capital combina restaurantes premiados, mercados históricos, comida de rua e roteiros pelos bairros.

A gastronomia se tornou um dos principais motores do turismo em São Paulo. A capital recebeu 25,4 milhões de turistas no primeiro semestre de 2026, alta de 13,3% em relação ao ano anterior, e caminha para possivelmente alcançar um novo recorde até o fim do ano. Em 2025, foram 47,2 milhões de visitantes, incluindo cerca de três milhões de estrangeiros.

O Boletim OTE, produzido pelo Observatório de Turismo e Eventos e pela SPTuris, com apoio da Secretaria Municipal de Turismo, aponta que a cidade encerrou os primeiros seis meses de 2026 com elevado nível de atividade turística. Apenas em junho, o fluxo chegou a 4,2 milhões de visitantes, crescimento de 20,5% na comparação com o mesmo período de 2025.

A oferta gastronômica ajuda a explicar a força da capital como destino urbano. São mais de 50 tipos de culinária, com opções italianas, japonesas, árabes, coreanas, peruanas, portuguesas, africanas e de diferentes regiões brasileiras. Ao todo, a cidade reúne cerca de 156 mil estabelecimentos ligados à gastronomia.

Do pastel aos restaurantes premiados

A experiência vai do pastel com caldo de cana a menus-degustação sofisticados. Restaurantes, bares, mercados, feiras, padarias e vendedores de comida de rua formam uma cena que combina tradições de diferentes comunidades e estilos de cozinha.

Desde 1997, São Paulo tem o título institucional de Capital Mundial da Gastronomia, entregue durante o 10º Congresso Internacional de Hospedagem, Gastronomia e Turismo, realizado no Memorial da América Latina. A cidade também foi eleita o 7º melhor destino gastronômico do mundo pelo Travelers’ Choice do TripAdvisor e aparece na 7ª posição mundial em arte e cultura pela Time Out em 2026.

Na lista principal do Latin America’s 50 Best Restaurants, quatro restaurantes paulistanos estão entre os 50 melhores da América Latina: Tuju, em 8º lugar; Nelita, em 12º; Evvai, em 20º; e A Casa do Porco, em 25º. A lista estendida, que chega à posição de número 100, inclui ainda Kotori, Cepa, Metzi, Notiê, Maní e Kan Suke.

A gastronomia também aparece em ações voltadas aos moradores. Nos Centros de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional do Butantã e da Vila Maria, a Prefeitura oferece oficinas gratuitas de culinária, abertas a iniciantes. As atividades acontecem semanalmente, com alternância entre as unidades. Em 2025, foram 141 atividades e 2.538 pessoas atendidas. Em 2026, até o momento, são 222 oficinas e 3.004 participantes.

Mercados e clássicos do Centro

No Centro, o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido como Mercadão, reúne patrimônio histórico, arquitetura e gastronomia. Projetado pelo escritório do arquiteto Francisco Ramos de Azevedo em 1926, foi inaugurado em 25 de janeiro de 1933.

O espaço tem mais de 290 boxes, com especiarias, carnes e produtos diversos, e recebe cerca de 50 mil visitantes por semana. O sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau estão entre os clássicos do local.

Nas proximidades fica o Mercado Municipal Kinjo Yamato, considerado a primeira feira livre coberta da cidade e frequentado por chefs e donos de restaurantes em busca de alimentos frescos por preços mais convidativos. O roteiro pelo Centro também pode incluir a Casa Godinho, o Bar e Lanches Estadão, que funciona 24 horas, o Ponto Chic do Largo do Paiçandu, associado à criação do Bauru, o Guanabara e o Bar Brahma, na esquina da Avenida Ipiranga com a Avenida São João.

Sabores espalhados pelos bairros

A diversidade aparece em diferentes regiões. Bixiga, Mooca e Brás concentram cantinas italianas tradicionais. Na Liberdade, o destaque é a culinária oriental. O Bom Retiro reúne restaurantes judaicos, coreanos, gregos, eslavos e de outras tradições.

Na Zona Norte, o roteiro passa pelos bolinhos de carne do Bar do Luiz Fernandes, pelos dadinhos de tapioca do Mocotó, pela coxinha de frango com catupiry do Frangó e pelo baião de dois do Centro de Tradições Nordestinas. Para cozinha contemporânea internacional e fine dining, Jardins, Itaim Bibi, Pinheiros e Vila Madalena concentram opções.

Feiras livres e ruas completam o mapa com pastel e caldo de cana, espetinhos, yakissobas, dogões, shawarmas e sanduíches de porta de estádio.

Texto produzido pela Redação Mosaico Vivo com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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