Os dois primeiros dias do Rock in Rio 2026 foram dedicados ao rock e ao metal, com artistas veteranos e nomes mais jovens da cena. Entre apresentações que dividiram a plateia, The Hives, Foo Fighters e Bring Me The Horizon conseguiram conquistar o público.
O The Hives abriu espaço para o carisma de Pelle Almqvist, vocalista da banda sueca em atividade desde 1993. Mesmo sob o calor e vestindo um terno com luzes LED, o músico dançou durante toda a apresentação e arriscou frases em português. Ao reconhecer que parte da plateia aguardava o Foo Fighters, transformou a expectativa em brincadeira: “Mais tarde, Foo Fighters, mas, antes, mais música do The Hives”.
O show terminou com o público acompanhando o refrão de “The Hives forever, forever the Hives”, faixa que dá nome ao disco mais recente do grupo.
Foo Fighters mantém energia no palco
Liderado por Dave Grohl, o Foo Fighters apresentou um show descrito como polido e com energia renovada. A banda não repetiu os extensos medleys que marcaram visitas anteriores ao Brasil, mas manteve a setlist esperada e incluiu uma surpresa: “Marigold”. A música é a única que Grohl gravou tanto com o Foo Fighters quanto com o Nirvana.
A apresentação também marcou a estreia do baterista Ilan Rubin com o grupo no Brasil. Ele tocou pela primeira vez ao lado dos integrantes veteranos há menos de um ano.
Bring Me The Horizon transforma o telão em narrativa
No segundo dia, o Bring Me The Horizon explorou o imenso telão do Palco Mundo como parte central do espetáculo. A banda liderada por Oliver Sykes combinou imagens do palco com uma trama inspirada em videogames.
Na história apresentada durante o show, uma androide desafia o público e tenta destruir a humanidade. A interação com a plateia, porém, faz a personagem mudar de ideia. Um dos momentos de destaque aconteceu quando Sykes levou um fã ao palco para dividir os vocais guturais de “Pray for Plagues”.





