Domingo, 6 de setembro de 2026
A cidade em foco
Incêndio na Ceagesp deixa comerciantes com prejuízos e galpão interditado
Foto: Jayanne Rodrigues/Estadão
Brasil

Incêndio na Ceagesp deixa comerciantes com prejuízos e galpão interditado

Fogo atingiu estrutura com 320 boxes; comerciantes relatam falhas de manutenção e estimam perdas que podem superar R$ 40 milhões.

Um incêndio atingiu um galpão da Ceagesp na noite deste sábado, 5, e deixou dezenas de comerciantes com prejuízos milionários. A estrutura, que reunia 320 boxes, sofreu danos significativos e foi interditada preventivamente. A Defesa Civil informou que não houve vítimas, e as causas do fogo ainda são desconhecidas.

O espaço abrigava mais de 100 permissionários, principalmente quiosques de frutas, além de dois restaurantes, lojas de embalagens e escritórios instalados em um mezanino. O Corpo de Bombeiros mobilizou 16 viaturas e informou que as chamas foram controladas por volta das 6h deste domingo, 6. O rescaldo terminou às 8h34.

Entre os comerciantes afetados está Maria Helena, que havia recebido uma carga de melão no box mantido por ela há 30 anos. Ela estima em R$ 300 mil o prejuízo apenas com o estoque, sem contar os equipamentos, e afirma que 12 funcionários dependem do negócio. Marcela Costa calcula em cerca de R$ 250 mil os danos ao escritório de sua loja de cocos, recém-reformado.

Marcio Neto, que trabalha há mais de 40 anos na Ceagesp e herdou do pai uma loja de embalagens, afirma que as perdas chegam à casa dos milhões. Aldemir Soares, no local há mais de 15 anos, também relata a destruição de equipamentos, estoque e espaço. Um empresário que presta serviços a mais de 100 comerciantes estima que o prejuízo total ultrapasse R$ 40 milhões.

Reclamações sobre manutenção

Comerciantes afirmam que o galpão apresentava problemas elétricos e que a direção do Ceasa havia sido avisada várias vezes. Marcela diz que, cerca de dez dias antes do incêndio, uma caixa de energia próxima ao mezanino começou a emitir estalos. Segundo ela, a Ceagesp foi notificada, mas uma equipe só verificou o local no dia seguinte.

José Aires, de 51 anos, que trabalha no galpão há 14 anos, perdeu mercadorias e equipamentos de refrigeração. “Estamos à deriva”, disse. Outros comerciantes relataram que tentativas de conter o fogo com um caminhão-pipa da própria Ceagesp ocorreram antes do acionamento do Corpo de Bombeiros. Para eles, a demora teria contribuído para a propagação das chamas.

A direção do Ceasa havia marcado uma reunião para discutir um local provisório de trabalho. Uma das alternativas era ocupar as ruas em frente ao galpão, proposta criticada pelos permissionários. Ceasa e Ceagesp foram procurados por telefone e e-mail, mas não responderam até a publicação. O local continua isolado, sinalizado, com acesso restrito.

Texto produzido pela Redação Mosaico Vivo com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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