Domingo, 6 de setembro de 2026
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Banda faz shows com fones na Paulista após restrição da Prefeitura
Foto: Ana Lourenço/Estadão
Brasil

Banda faz shows com fones na Paulista após restrição da Prefeitura

A Little Beast distribui o som por fones de ouvido para manter apresentações na Avenida Paulista aos domingos.

Artistas de rua que se apresentam aos domingos na Avenida Paulista não podem mais usar fontes externas de energia para amplificar instrumentos e caixas de som. A regra da Prefeitura vale desde o mês passado e proíbe geradores, baterias e ligações elétricas puxadas de estabelecimentos comerciais ou residências pelas ruas.

A medida integra os parâmetros de limite de ruído do programa Ruas Abertas e busca conciliar a livre manifestação artística com as regras para a via. Quem descumprir a determinação pode receber uma advertência, ser obrigado a interromper o show e ter os equipamentos apreendidos. Instrumentos musicais ficam de fora, e não há previsão de multa em dinheiro.

Uma apresentação sem som espalhado

A banda Little Beast encontrou uma alternativa: shows silenciosos. Os instrumentos são conectados a uma interface de áudio, que distribui o sinal para fones usados pelos músicos e pelo público. Duas estruturas de metal sustentam dezenas de fones coloridos enquanto baixista, guitarrista, gaitista, cantora e baterista tocam sem emitir som para quem passa pela avenida.

José Ricardo Martins, baterista da banda Mentiras Sinceras e cofundador da Little Beast, resumiu a situação: “Nunca pensei que para ficar famoso eu precisava tocar no silêncio”.

A ideia surgiu depois da mudança nas regras, segundo Guilherme Eberhardt, também cofundador do projeto. A equipe comprou os fones, colocou os equipamentos em uma Towner de 1995 e levou o formato para a rua. No primeiro fim de semana de apresentações, a proposta viralizou nas redes sociais e recebeu elogios de fiscais da Prefeitura.

Público se aproxima para ouvir

As pessoas costumam observar a banda de longe, pegar um fone para entender a proposta e acompanhar algumas músicas. Como os ouvintes ficam por poucos minutos ou por parte da apresentação, os fones circulam entre famílias e outros pedestres.

A analista de projetos Caroline Colombo, de 45 anos, foi atraída pela curiosidade e aprovou a experiência. O administrador Luciano Conde, de 51 anos, participou da apresentação e comparou o formato com outras vivências que encontrou em São Paulo. Ele é do Recife.

Também houve quem preferisse ouvir a música sem fones. Marcelo Costa, da área de TI, de 41 anos, disse gostar mais da experiência caótica da Paulista. O analista de sistemas Vinicius Marconsini, de 30 anos, acompanhou o show com a filha, mas afirmou que gostaria de ouvir a banda ao vivo.

A Little Beast pretende reunir bandas e estilos diferentes. O coletivo também grava as apresentações e disponibiliza parte do material mixado para os músicos.

Texto produzido pela Redação Mosaico Vivo com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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